Faz o Pix: Canadá tem interesse em replicar plataforma de pagamentos instantâneos brasileira

Baixo custo para implantar sistema brasileiro chamou a atenção de outros países, segundo o presidente do Banco Central brasileiro.


Crédito: Dmitriy Shironosov

O Canadá está interessado em desenvolver um sistema de transferência de dinheiro similar ao popular “Pix” brasileiro, inaugurado em 2020. A informação foi compartilhada pelo presidente do Banco Central do Brasil (BC), Roberto Campos Neto, em reportagem do jornal Estado de S. Paulo.

O Pix é uma forma de pagamento instantâneo e transferências rápidas, realizadas em qualquer hora do dia, todos os dias da semana, de acordo com informações do BC. O Pix pode ser realizado a partir de uma conta corrente, poupança ou conta de pagamento. No Brasil, o novo sistema de pagamentos instantâneos é utilizado por mais de 770 instituições.

Fácil, prático e sem taxas para o usuário, o sucesso do Pix no Brasil é enorme. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), citada na matéria do Estadão, há mais “chaves” do Pix do que habitantes no país. São 478 milhões chaves de acesso, ou mais do que o dobro da população do Brasil – 212,7 milhões de pessoas hoje em dia.

O sistema brasileiro foi enaltecido por instituições estrangeiras como o BIS – Bank for International Settlements (Banco de Compensações Internacionais), responsável pela supervisão bancária mundial, ou em termos genéricos, um banco central dos bancos centrais.

O BIS ressaltou “os menores custos e maior inclusão financeira” com o Pix, o que colocou a nova ferramenta no radar de outros países.

Para o presidente do Banco Central brasileiro, o interesse internacional pelo Pix se dá  principalmente pelo custo-benefício do sistema: “O Pix é muito barato, custou R$ 5 milhões para o Banco Central” explica.

Ainda de acordo com Campos Neto, o início da expansão internacional do Pix pode ter início dentro da América Latina, com a Colômbia interessada em replicar o projeto do Banco Central brasileiro.

“Estamos fazendo uma parte internacional do Pix. Eu tenho conversado bastante com o Leonardo Villar (Gerente Geral do Banco de la República da Colômbia). Ele me diz que querem fazer igual”, afirmou o presidente do BC, em evento no mês passado, onde ainda citou o interesse do Canadá.

O Canadá já possui um sistema para transferências, o Interac e-Transfer, que segundo o site oficial, “possibilita envio de dinheiro de maneira rápida, segura e conveniente para qualquer pessoa no Canadá usando o banco online”. Pelo Interac, as transferências são quase instantâneas, mas podem levar até 30 minutos, dependendo de cada banco.

Com o Pix, as transações podem ser iniciadas por meio de um telefone celular, através do aplicativo da instituição financeira do usuário, sem a necessidade de qualquer outro instrumento. Basta para isso ter acesso à chave Pix do recebedor, que pode ser o CPF/CNPJ, email, QR code ou número do telefone celular, por exemplo.

​O valor é disponibilizado para o recebedor em poucos segundos, mesmo em dia não útil ou fora de horário comercial, pois o serviço está disponível durante 24 horas, sete dias por semana e em todos os dias do ano, conforme explica o BC. 


O que é o Pix e suas características

Versão internacional do Pix pode facilitar transferências entre mais de 60 países

Segundo o jornal O Globo, o desenvolvimento do chamado “Pix internacional” já está em estágio avançado, inclusive com a realização de testes. O novo sistema deve incluir transferências instantâneas de dinheiro entre países com moedas diferentes.

A iniciativa internacional, chamado de “Nexus”, inclui uma colaboração entre mais de 60 países e está sendo desenvolvido dentro do hub de inovação do BIS.

A ferramenta deve possibilitar a realização de transações bancárias em até um minuto para qualquer país que já possua o sistema instantâneo de pagamento implantado pelo seu respectivo Banco Central.

Testes estão sendo realizados atualmente entre os sistemas financeiros de Cingapura, da Malásia e da Zona do Euro, pelo Banco da Itália. O Banco Central do Brasil por enquanto participa apenas como observador do projeto.

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